quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Portos Vintage 2007

O IVDP realizou em São Paulo uma prova com 29 Portos Vintage 2007. A safra 2007 foi considerada referência para a produção dos Vintages. De acordo com Carlos Soares, responsável do IVDP pelo mercado brasileiro, o clima foi o grande colaborador: poucas chuvas e estas no momento certo, com longo período de amadurecimento e sem presença de podridão nos cachos, os produtores puderam esperar o momento ideal para a colheita. O resultado foi que mais de 90 produtores declararam Vintage e em seguida o IVDP declarou a safra como Vintage (algo que ocorre em média duas vezes por década).


Na degustação, estes foram os meus destaques:

Fonseca, Kopke, Quinta do Noval e Quinta do Vesúvio - com taninos muito aveludados e álcool pouco evidente, tamanha a concentração. São Vintages que se bebem com muito prazer desde já.

Dow's, Churchill e Taylor's - estilo mais austero, com potência a ser integrada ao conjunto. Estilo de Vintage para longa guarda, com notas minerais e químicas.

Warre's e Quinta da Romaneira - com um pouco menos de concentração, fruta fresca e ótima acidez. Um estilo elegante.


As decepções foram Messias, Dalva e Niepoort, ainda ssim com notas acima de 86 pontos.

Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Casa Trio 2009

O Casa Boa Mesa deste ano integrou o Casa Trio junto com o Casa Office (escritórios) e o Casa Entretenimento (diversão e lazer).
A cada ano parece que fica mais clara a vocação do evento em equilibrar a mostra de arquitetura e decoração com boa oferta de produtos e serviços.
Para nós os destques foram: Cozinha do chef e lounge, Casa de chá, Jardim de contemplação, Cyber café livraria e Escritório do paisagista.






Quanto a oferta de produtos e serviços, encontramos chás, sorvetes, azeites, vinhos (com a presença um pouco tímida da ACAVITIS), cachaça, restaurantes, livraria e aulas de culinária.
Foi um rápido passeio no final de semana, mas tomar uma taça de vinho (com a novidade do Chardonnay da Quinta da Neve) e um sorvete (do Taperebá) sentado nas mesas externas fez parecer que o tempo andava mais devagar.

O evento vai até o dia 06 de dezembro, no Jockey Club de São Paulo.
Visitamos o Casa Trio à convite da CDI Comunicação Corporativa.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Botões de orquídea

Pouco entendo sobre orquídeas. Só sei que deixam a minha casa mais bonita.

Postado por Nina Moori.

domingo, 15 de novembro de 2009

Raridades enológicas

Com a exceção de um vinho, a raridade dos rótulos degustados são dados em função do preço. Não são vinhos difíceis de se encontrar no mercado, porém em função do alto custo, conseguir prová-los (todos em uma única oportunidade) está longe de ser uma ocasião corriqueira.
Sem mais delongas, eis os vinhos:

La Cueva del Contador 2006 - Benjamin Romeo


Château Pichon Lalande 2006


Ornellaia 2006


Cobos Malbec 2006 (um Malbec muito bem feito, mas 99 RP?)


Weinbach Riesling Schlossberg Grand Cru Cuvée Ste. Catherine 2207


Quinta do Noval Nacional 1962

Seria redundante escrever sobre a complexidade, qualidade e jovialidade destes vinhos.
A principal peculiariedade desta degustação foi a enorme semelhança de estilo e caráter entre Pichon Lalande (ou em sua forma completa: Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande 2006) e o Ornellaia. A degustação foi às cegas e as duas taças eram muito parecidas. Uma com leve toque animal e mais fresco em boca (Pichon Lalande) e a outra com frutado menos maduro, mais concentrado e madeira menos tostada.
Vale destacar que o Porto que encerrou a série trata-se de uma lenda. Nacional é o principal vinhedo da Quinta do Noval. São aproximadamente 3ha. plantados em pé franco, o que não quer dizer que são pré filoxéricos. Pode se dizer com tranquilidade que é o vinho do Porto mais cobiçado entre apreciadores.

Participei desta degustação à convite de Jorge Lucki e da importadora Grand Cru.

Postado por Marcel Miwa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ojingeojeot - conserva de lula


Ojingeojeot é um tipo de Jeotgal (conserva coreana de frutos do mar fermentada) feita exclusivamente com lulas. É temperada com sal, nabo, cebolinha e muita pimenta vermelha.
Se podemos fazer uma recomendação, seria esta: Vá com calma! E não dizemos isso pelo caráter explosivo de sua picância e aromas de fermentação, mas sim por ser extremamente viciante. Apesar da dormência e leve ardor na língua, ao intercalarmos com arroz, este efeito é atenuado e o paladar pede por mais.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Madeira Justino's Colheita 1995


Apesar da maior notoriedade do Porto, o vinho Madeira tem lugar cativo em nossas taças.
Com a vantagem de passar pelo processo de "estufagem", os Madeiras possuem enorme longevidade, mesmo após abertos.
Neste caso, o Justino's Colheita 1995 está sendo nosso companheiro há mais de um mês.
Os aromas de frutas secas, açúcar mascavo, café torrado, doçura evidente e boa acidez fizeram as vezes de sobremesa em várias oportunidades.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pain de Campagne com dill

Eu já havia publicado uma receita de Pain de Campagne em agosto. Desta vez, utilizei farinha de trigo e farinha de centeio.


Queria dar um toque diferente ao pão e, ao pesquisar no armário de temperos, encontrei dill seco.
Dill é uma erva pouco utilizada em pães no Brasil, mas acho que concede um perfume delicado. Já acrescentei em massas de Focaccia e num Pão de damasco com fermento natural.

Esponja:
40g de John (rye starter - fermento natural de centeio)
40g de farinha de trigo
40g de água
Misture tudo, cubra com filme e deixe descansar em temperatura ambiente até dobrar de volume.

Massa:
300g de farinha de trigo
120g de farinha de centeio
7g de sal marinho
260g de água gelada
100% da esponja
Peneire as farinhas, una o sal, esponja em cova central. Água aos poucos. Trabalhe a massa até ponto de véu.
Procedi como de costume.

Postado por Nina Moori.