domingo, 30 de setembro de 2007

Fuentes

Sabe aqueles lugares que fazem parte da nossa lembrança gustativa? Os sabores da minha infância são compostos por cozinha japonesa, cantinas italianas, pizza aos domingos, arroz com feijão, bife e batata frita e vários restaurantes que já fecharam.
O Fuentes é um restaurante espanhol que íamos quando eu era criança. Sobreviveu ao tempo. Acho que fazem uns 20 anos que não entrava lá. Mal lembrava do local (Rua do Seminário no Centro de São Paulo), mas era bem mais escuro e haviam menos mesas.
As paellas são servidas em uma travessa e não nas paelleras. Pedimos uma à marinheira. Perfumada, com frutos do mar saborosos e serve (bem) à três pessoas.
O bacalhau (textura maravilhosa) servido com grão de bico, pimentão e bastante alho estava gostoso.
Descobri que servem alguns pratos específicos nos dias de semana. Fiquei bem interessada no Puchero servido nas terças-feira.
Postado por Nina Moori.

Tortula

Para sair um pouco do roteiro Bares/Zona Oeste, resolvemos conhecer o Tortula (fica na avenida Santo Amaro).
É uma padoca chic. Grande, com ambiente agradável, iluminado, bom serviço de manobrista e muitas cervejas. Estava bem cheio, normalmente o público é composto por quem mora na região. O serviço precisa melhorar, foi preguiçoso.
As cervejas que bebemos:
Therezópolis Gold: para começar a noite, uma pilsen brasileira que já conhecíamos.
Köstritzer: uma cerveja alemã do tipo Schwarzbier. Uma lager (malte escuro e baixa fermentação) com aroma forte de café e sabor levemente adocicado.
König Pilsener: alemã com muita espuma e bom amargor final. Como o Marcel disse: para quem gosta de sabor amargo.
Weihenstephaner: a melhor weiss que já experimentei.
Kobanyai: cerveja húngara horrível (!), lembra a k. Espero degustar outras cervejas húngaras muito boas para esquecer dessa.
Apenas uma curiosidade: a cerveja checa Pilsner Urquell era oferecida em lata por R$29,90.
W. disse que na Europa ela custa 1 Euro (!). Achamos que não valia a pena experimentar...ainda mais quando W. disse que existem outras muito melhores.
Postado por Nina Moori.

sábado, 29 de setembro de 2007

Pão de azeitona


Prometi que faria o pão de azeitona do curso que fui na quinta feira. Lógico de fiz algumas alterações (estão em parênteses).
Pão de azeitonas:
2cup de água
1 envelope de fermento biológico seco (10g)
2tbsp de açúcar (usei mel)
1tbsp de sal (usei 1 ½ do marinho)
1Kg de farinha de trigo (usei 300g de farinha de gluten, 200g de farinha integral e 500g de comum)
4 ovos ligeiramente batidos (usei caipiras)
240ml de azeite (usei 260ml de orgânico)
2cup de azeitonas verdes fatiadas drenadas (usei metade verde e metade preta)
acrescentei 2tbsp de tomilho desidratado e casca de 2 limões ralada

Misture a água, fermento, açúcar, sal e 1cup de farinha. Junte ovos, azeite e misture bem. Adicione farinha, aos poucos. Sove delicadamente até ficar homogênea. Junte as azeitonas e sove mais um pouco.
Cubra e deixe crescer. Sove um pouco mais e modele como desejar!
Coloque em placa untada e deixe dobrar de volume. Pincele com gema. Asse à 180ºC por cerca de 40 minutos.

Esta massa não precisa ser sovada com força e por por um longo tempo. Sove apenas para ficar homogênea e lisa.
A dica que achei muito útil no curso: durante o primeiro crescimento, não é necessário deixar a massa dobrar de volume; com o dedo faça um furo na massa e, se o buraco fechar rapidamente, deixe descansar mais um pouco, caso o buraco continue, já está pronta para modelar! Economiza um tempão...
O pão ficou bem cheiroso e nem esperei para esfriar...comi com azeite, flor de sal e chorizo espanhol.

Postado por Nina Moori.

Chimas


Comecei a gostar de chimarrão por culpa de uma grande amiga (R.) gaúcha. Durante uns 4 anos, as férias eram no Rio Grande do Sul. Acabei criando um laço afetivo com este Estado.
Os sabores que mais me lembram de lá: carreteiro do pai da R. (imbatível, já tentei fazer inúmeras vezes seguindo as instruções dele, mas não fica igual), branquinho, mumu com nata e, CHIMARRÃO!
Faça frio (muito frio), faça calor (muito calor), lá estão as rodas de chimarrão. No inverno aquecia a alma (em Porto Alegre e em Gramado) e no verão (Imbé) na praia. Aliás, as gurias tomam sol na praia (Imbé) de costas para o mar (devido a posição do sol). Confesso que achei um pouco estranha a idéia de degustar um chimarrão quente em pleno verão na areia, mas depois acostumei (só não pode misturar com cerveja gelada!).
Se não me engano (gaúchos me corrijam se estiver errada!), a erva (chamada de Cá-a) era consumida pelos índios da região. Os imigrantes absorveram o hábito de consumí-la, melhorando a forma com que era processada e moída.
Postado por Nina Moori.
Aqui em São Paulo, compro a erva mate que encontro (apenas o supermercado Master do Shopping Frei Caneca oferece o produto com boa qualidade), nem sempre fresca. A erva que mais gostei foi adquirida na "Casa da Erva Mate" (família Ferrari) no "Caminhos de Pedra" (Bento Gonçalves-RS).
A bomba que uso deve ter uns 31 anos (foi adquirida pelos meus pais durante a Lua de Mel), mas continua perfeita. Já a cuia está ficando velhinha (ela não tem 31, apenas uns 6).

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dona Benta


Não é a Dona Benta do Sítio do Pica Pau Amarelo, é a da farinha de trigo.
O sindicato dos bancários de São Paulo, em parceria com a empresa Dona Benta, ofereceram um curso na Regional Oeste (do Sindicato). Normalmente esses cursos são aberto apenas para os bancários e dependentes, mas abriram para a população (era só ligar e reservar lugar).
Todas as receitas utilizavam produtos da Dona Benta: desde as farinhas, o fermento até as misturas de bolo prontas.
Foram lecionadas: Pão de azeitona (ficou gostoso), Torta de chocolate com nozes e merengue (a massa era gostosa, mas faltou um pouco de cuidado na apresentação), Bolo de chocolate à moda da vovó (era gostoso, mas ficou tão tortinho) e Bacalhau espiritual (este não foi degustado, foi sorteado no fim da aula).
Distribuiram alguns brindes (aventais e misturas de bolo) e uns livretos (apenas um chamou minha atenção: receitas com os produtos Chocolatíssimo testados por Fabrice Lenud - ele usou ingredientes ao alcance de todos e deu um toque de chef francês).

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Bolo de aniversário


Adoro fazer bolos, bolinhos e tudo mais para o aniversário dos outros...mas no meu, prefiro comprar. Quando eu era criança, minha tia/madrinha sempre fazia um bolo imenso para a minha festinha (brigadeiro comum e de café e bala de coco). Aliás, ela quem me ensinou a fazer um bolo corretamente (lembro que o primeiro bolo que fiz sozinha e deu certo foi o de laranja). Atualmente niguém se oferece para me fazer um bolo...
Comprei um bolo bem pequeno (duas camadas de dacquoise de castanha do Pará com mousse de chocolate) porque hoje em dia não faço mais festa, apenas uma micro- comemoração.
Postado por Nina Moori.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Dia espanhol


À tarde, teleconferência do Ferran Adrià e, à noite, jantar no Eñe.
O Eñe é o restaurante com cardápio assinado pelos irmãos gêmeos Sergio e Javier Torres Martinez. Num ambiente agradável, meia luz (por isso as fotos não saíram muito boas) e serviço atencioso.
O chef responsável pela cozinha é Flávio Miyamura. O couvert era composto por batatas bolinha cozidas, dois pedacinhos de linguiça salgada, pães, dois azeites e flor de sal. Pedimos o menu degustação: a sequência de oito pratos nos deixou muito satisfeitos (tanto em qualidade quanto em quantidade).
Começou com o Tartar de atum e abacate com chips de alcachofra (aromas sutis).
Terrine de foie gras marinada em vinho tinto e especiarias e mini salada de rúcula com molho de redução Porto.
Vieira, creme de batata e espuma de salsa (cocção da vieira estava perfeita).
Legumes estufados (sentimos o toque do chef de origem nipônica).
Corvina assada em cama de sal e servida sobre molho bernaise e tomates acidulados (o Marcel achou uma boa ousadia servir um peixe pouco nobre de forma tão delicada e correta cocção).
Jarret assado servido com caçarola de cogumelos e molho rôti (a carne estava desfiando e o molho correto, coisa rara).
Copinho de coco e manga (parecia um manjar de coco sem açúcar e um purê bem feito de manga).
Mini tarte de chocolate quente e sorbet de tangerina sobre farofa de gengibre (uma brincadeira de sensações: chocolate/amargo, massa da torta/doce e salgada, sorbet/ácido e doce, farofa/doce e leve picante - uma mistura de sabores e sensações).
Finalizamos com um café (Nina) e uma infusão de hortelã fresca (Marcel), que chegaram à mesa acompanhados de uma série de docinhos: trufa, caramelo, biscoitinho salgado/doce de café, amanteigado e um cannelé.
Ufa! Adoramos comemorar os nossos aniversários no Eñe.
O restaurante estava mais para um clássico internacional que para um espanhol moderno.
Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Cozinha molecular?!

Hoje o Senac-Sp promoveu uma teleconferância com Ferran Adrià, que se apresentava na feira gastronômica "Andalucía Sabor". O tema escolhido por ele foi "sopas", começou abordando como se pode conceituar uma sopa para a partir daí mostrar "criatividade".

Para quem leu seus livros (El Bulli) não havia novidade. De forma bem teatral, carismática e provocadora, mostrou fotos de sopas que serviu ao longo de 15 anos (do El Bulli). Mostrou também algumas sopas ao vivo.

Verificamos que utilizou (ao vivo) ingredientes químicos (os seus "pozinhos"), mas fez um discurso defendendo o uso exclusivo de ingredientes naturais. Mas disse que não existe a cozinha molecular (!), existe o uso da tecnologia à favor da gastronomia.
Pode parecer estranho, mas temos a impressão que não é só talento. A mídia e outros chefs que o criticam, de certa forma, contribuíram para criar esta aura de mito espanhol.
Não podemos negar a sua importância na história da gastronomia, com certeza suas técnicas e idéias marcam uma nova era na gastronomia mundial.
Devemos saber interpretar e adequar suas idéias à realidade local. Acho que este é um princípio para se dar um passo à diante.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Gatinho, gatinho...




Estava fazendo uma faxina no computador e achei estas fotos. São do Nemo, o gatinho dos meus tios...
Postado por Nina Moori.

Não ferva, por favor


Tenho visto e experimentado missoshiru em diversos restaurantes japoneses. Raramente (raramente mesmo!) é preparado da forma correta. Ou fervem por tempo interminável, usam aji-no-moto, usam um misso horrível ou é super salgado.
A “sopinha japonesa de massa de soja fermentada” é tão simples, não entendo porque erram tanto!
Minha mãe me ensinou como deve ser preparado:
O misso dela é feito com uma mistura de 1 pacote de misso escuro (Leguvita), um de misso claro (marca Caseiro) e ¾ cup de sake (uso esta mistura para qualquer receita que leve misso). Misture bem e conserve em geladeira.
Ferva água (cerca de 1,5L). Baixe o fogo e una ½ tsp de hondashi (tempero de peixe seco). Quando faço com tofu, adiciono cortado em cubos pequenos na água ainda fria e deixo cozinhar sem ferver (eles sobem átona depois de cozidos). Se a sopa usar ingredientes como wakame, adicione-o e deixe cozinhar até amaciar. Pode-se acrescentar ingredientes como cenoura, acelga, vôngole, etc.
Abaixe o fogo no mínimo e, com ajuda de uma peneira (ou cestinha própria para missoshiru), adicione o misso (cerca de 4tbsp – depende da marca). Não ferva de maneira alguma! Desligue e sirva. No verão, tomamos gelado e no inverno, quente.
Postado por Nina Moori.

sábado, 22 de setembro de 2007

Parabéns meu amor!


O Marcel disse que não queria bolo de aniversário, mas não disse nada quanto à pequenos muffins!
Pequenos muffins de matcha:
Bata 30g de margarina light em temperatura ambiente com 1/2 cup de estévia para forno e fogão. Adicione 2 ovos caipiras, um a um, batendo bem a cada adição. Acrescente 130g de farinha de trigo peneirada com 1 1/2 tsp de fermento químico, 2tsp de matcha e 1g de sal, alternando com 2tbsp de creme de leite fresco ou leite desnatado. Coloque em forminhas de muffins (usei a forma petit - renderam 18 unidades). Pingue geléia de frutas vermelhas por cima (cerca de 1/2 tsp em cada). Asse à 180ºC por 15-20 minutos.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Orquídea branca

Não sei o nome dela, mas achei linda...
Postado por Nina Moori.

Pão tronco


O meu pão recebeu este nome porque depois que saiu da forma estava com o formato e textura de tronco de árvore.
Mais umas daquelas receitas de pão que descansa na geladeira por 24h.
Pão tronco: peneire 1cup de farinha de trigo, 1cup de farinha de aveia, 1/2 tbsp de levedo de cerveja, 1 1/2 tsp de sal e 7g de fermento biológico seco. Junte 2tbsp de linhaça e misture. Faça um vulcão no centro e adicione 1tbsp de mel e 1cup de água. Misture bem. A massa fica mole. Cubra com filme plástico e gele por 12-24h (quanto mais tempo, mais sabor acidulado terá após cocção). Coloque em forma untada (usei a forma tipo canaleta, mas a de pão ou bolo inglês fica ótima). Deixe crescer até dobrar (45 minutos-1h30). Asse à 220ºC por 10 minutos, abaixe para 180ºC e termine de assar (bata com os nós dos dedos, o pão assado tem som oco). Desenforme e deixe esfriar sobre grelha.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Macarrão ensopado

Eu adoro Lamen (tem até um filme que retrata isso muito bem: Tampopo) e todo tipo de prato oriental com macarrão ensopado. O primeiro lamen feito no Japão foi preparado por um cozinheiro chinês no século XVII. Em São Paulo, as melhores casas de Lamen ficam no bairro da Liberdade (nunca me lembro de tirar foto deste prato por lá...).
O lamen tradicional é feito com uma massa caseira deliciosa, caldo de porco (com variações: shoyu e misso), legumes (vagem, broto de feijão, cebolinha, etc), lombo de porco assado fatiado, kamaboko/tikuwa (massa de peixe), nori (folha de alga) e ovo cozido. Pode-se acrescentar vários outros ingredientes.
Selecionei três tipos de pratos com o macarrão ensopado: todos eles são acompanhados de pimenta seca (à parte).
Lamen:Hiyashi Lamen: esta versão é servida fria (ou até gelada) com caldo feito com peixe seco, shoyu e óleo de gergelim, cenoura, omelete japonesa, cebolinha e cogumelo. Mas pode-se acrescentar pepino, lombo de porco assado cortado em tiras e kanikama.
Nabeyaki Udon: uma versão quente (vem em pote de porcelana com tampa), com caldo fumegante de porco ou frango, macarrão tipo udon, alga, cebolinha, tikuwa, ovo, shiitake, espinafre japonês e kamaboko.
Postado por Nina Moori.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Harmonização Pascual Toso e Steak au poivre

Semanas atrás, a Rafaela e o Claudio (do blog Le Vin Au Blog - link na lista de Blogs favoritos) propuseram uma harmonização com vinho e comida. Seria uma oportunidade de promover a interação entre blogs com a facilidade de trocar impressões de forma virtual. Combinamos de postarmos no mesmo dia.
Eles indicaram o vinho Pascual Toso Reserva Malbec 2004. Deixaram o prato por nossa conta.
Sugerimos um clássico Steak au poivre, pois a proteína da carne vermelha equilibraria com os taninos e estrutura da uva malbec. O molho à base de creme de leite repetiria os aromas lácteos do vinho, além de conter um pouco o frutado expansivo desta variedade. A escolha do prato foi baseada em teoria, uma vez que nunca havíamos degustado este vinho.

Steak au poivre:
6 steak de 150g cada (miolo de alcatra ou filé mignon)
1tbsp de pimenta do reino verde
pimenta do reino a gosto
sal a gosto
1cup de creme fresco
1tbsp de cointreau
2tbsp de óleo
60g de manteiga
Doure os filés em metade da manteiga com o óleo. Salgue e junte pimenta do reino. Retire da frigideira e deglaceie com cointreau e flambe. Junte o creme e a pimenta verde. Cozinhe um pouco para reduzir. Acerte sal e sirva sobre os filés. Acompanhe com batata frita (usamos com casca cortada em palitos e frita com duas cocções).

O vinho apresentava pouca evolução (mesmo sendo 2004), com aromas intensos típicos da malbec (ameixa, amora, violeta, grafite, laranja confitada), com forte presença de carvalho, médio para bem encorpado, acidez adequada, média presença de taninos porém bem polidos, final e retro com maior presença da madeira (baunilha).

Harmonização: na prática acreditamos que a harmonização funcionou, os dois, de certo modo, melhoraram. Apenas algumas considerações para potencializar o resultado: usamos o escalope de miolo de alcatra, um filé alto daria mais corpo ao prato; o molho sem correção de sal (apenas salgando a carne e deglaceando a frigideira sem usar mais sal) seria menos agressivo com o vinho (O sal ressaltou o álcool. Deixando o molho com a vertente adocicada do cointreau a combinação ficou melhor); outra curiosidade é que os aromas da pimenta verde foram amplificados na presença do vinho (para quem não gosta muito da pimenta do reino verde, diminua-a) e; uma boa quantidade de molho sobre a carne equilibra mais com o vinho (pois ele detém um pouco o forte ímpeto frutado).
Demoramos um pouco para conseguir achar este vinho em São Paulo (já havia esgotado na importadora e em várias lojas/empórios). Depois tivemos um contratempo com o computador, mas finalmente resolvido! Esperamos que eles não desistam de repetir a brincadeira (e que abra o precedente com todos que quiserem participar).
Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cognac


Empolgada com a aula de Epicure do Marcel, estou adorando experimentar charutos harmonizando (tentando) com bebidas. A última investida foi com um Josefina (que meu pai trouxe da Bahia). Confesso que achei um pouco forte demais (dos nacionais que já provei ainda prefiro o Le Cigar). A aspereza diminuiu com um cognac Courvoisier V.S.O.P, muito gostoso, redondo e final adocicado. Bebi com duas pedrinhas de gelo porque estava muito calor aquela noite.
O Marcel havia pedido um Calvados (destilado de maçã) L. Dupont, mas tinha muita madeira e deixou o charuto mais forte ainda. Também foi bebido com gelo.


Postado por Nina Moori.

sábado, 15 de setembro de 2007

Vinho em cápsula?!

Acabei de assistir no jornal da TV Record uma reportagem sobre vinho em pó (?!).
Pesquisando na internet, descobri que liofilizaram alguns componentes do vinho tinto e colocaram em cápsula. Mas o principal ingrediente ativo, o resveratrol, é importado.
O resveratrol (encontrado em vegetais, mas em maior concentração na uva tinta) impede a agregação de plaquetas no sangue, auxilia na eliminação de radicais livres. A ação antioxidante desta substância está comprovada em pesquisas na Europa, EUA e agora na Puc-Rio Grande do Sul. O resveratrol é capaz de inibir a oxidação do LDL, o colesterol mau e ainda pode ajudar contra os efeitos negativos da menopausa.
Os vinhos tintos nacionais são ricos em resveratrol (!), por isso pretendo deixar as cápsulas de vinho para quem não ingere álcool...tim tim!
Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Bolo de pêssego

Tinha um potinho com pêssego cozidos em calda de açúcar na geladeira. Faz tempo que não faço um bolinho...
Um bolo simples, com sabor suave e farinha de aveia para amenizar o peso na consciência de consumir doce!
Receita:
200g de manteiga sem sal
1 1/2 cup de açúcar cristal
4 ovos caipiras
1 cup de pêssego cozidos em calda de açúcar
1cup de farinha de trigo
1cup de farinha de aveia
2tsp de fermento
1/8 tsp de sal
Método cremoso (bata manteiga e junte açúcar, acrescente ovos, um a um, adicione os ingredientes secos peneirados e o pêssego no final). Coloquei em duas formas de bolo inglês forradas com papel manteiga e asse à 180ºC por 40 minutos.
Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Postado por Nina Moori.

Chicha morada


É um suco feito de milho preto: com sabor adocicado e normalmente aromatizado com abacaxi/pêssego e canela.
Eu fiz com milho preto seco (usei espiga também), casca de abacaxi e um pedacinho de canela em pau (pode-se acrescentar cravo ou anis) e água cozinhando por 1 hora e meia. Coe, adoce e deixe esfriar. Resulta num suco roxo (morada) como o de uva. Sirva gelado com/sem gotinhas de limão. O sabor é diferente de qualquer bebida que eu já tenha experimentado.
Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

llájua


Se não me engano, este é o nome da pimenta boliviana que comprei. Bem vermelha e com sementes negras. Perguntei como era usada e a me disseram que deve liquidificar (sem sementes e cabinho) com tomate fresco (sem pele e sementes), um fiozinho de óleo, hortelã e sal.
Liquidifiquei tudo, mas achei que estava ralo demais. Então reduzi no fogo até ficar um pouquinho mais encorpada.
É bem picante, mas também super aromática (a hortelã deu um toque refrescante)!
Postado por Nina Moori.

Challah


Fiquei com muita vontade de comer um pão challah depois de ver muitas receitas por esses dias na internet.
Acho que a última vez que fiz este pão foi na faculdade. Nem lembrava onde estava a receita, por isso segui a da Andrea Kaufmann (no site do Panelinha).
Mas como sempre dou uma "mexidinha" nas receitas: acrescentei cerca de 80g de farinha de trigo (achei que a massa estava muito mole) e 2gramas de açafrão em pistilo (fiz infusão na água morna). Não assei na forma como a receita pedia, trancei e modelei em formato redondo (no Rosh Hashaná o formato é redondo para representar continuidade e eternidade, como o círculo que não tem começo nem fim; sem ângulos, nem arestas, um pedido para um ano sem conflitos).
Eu comi com azeite e mel, mas acho que nesta época comem apenas com mel (para adoçar o ano que começa).


Postado por Nina Moori.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Turrón



É curioso saber que as grandes marcas do ramo alimentício desenvolvem produtos de acordo com os costumes locais.
Na feira boliviana encontrei um tipo de torrone com amendoim envolto em wafer. Quando prestei atenção na marca: Arcor. Pode ser que eu esteja desatualizada, mas nunca tinha visto este produto no mercado nacional. A consistência é bem puxa-puxa, o wafer é fininho e só percebi o amendoim por causa do crocante.
Postado por Nina Moori.

Almoço num alemão


Venho postando sobre restaurantes/cafés em São Paulo que oferecem boas refeições com preço acessível.
Achei mais um lugar: Joan Sehn - um restaurante alemão aberto em 1937 e localizado em Moema (Rua Lavandisca). Provavelmente é o restaurante alemão em funcionamento mais antigo em São Paulo (o salão é amplo, com balcão de frios e embutidos). Um prato (eisbein, chucrute, salsicha e batata cozida) para duas pessoas sairem super satisfeitas custa R$34,00. Faltou apenas um pouquinho de simpatia por parte de alguns garçons. O difícil é voltar ao trabalho depois de uma refeição destas (e sem tomar pelo menos um chopp)...
Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Infusão de café


Um chazinho no fim do dia, mesmo que seja de café!
Na feira boliviana na praça Kantuta comprei vários produtos diferentes, entre eles, casca de café seca (para fazer uma infusão). Achei que o sabor seria como um café ralo, mas para minha surpresa, tem um aroma que lembra o café fraco e o sabor: parece com chá preto com toque de acidez. Diferente e gostoso, só espero que a cafeína não espante o meu sono...
Para acompanhar, umas favas torradas (é só tirar a casquinha e comer!) que também comprei por lá.
Postado por Nina Moori.

domingo, 9 de setembro de 2007

Kantuta

A última edição da revista Veja São Paulo publicou uma matéria sobre o bairro do Pari. Eu já tinha ouvido falar muito bem da feira que ocorre no domingo por lá, mas a reportagem me empolgou. Criada por bolivianos e descendentes, a feira ocorre aos domingos na praça Kantuta (Rua da Olaria). Com muitas barracas de comidas típicas, bebidas, pães, artesanato, raspadinha e show de grupos bolivianos.
Experimentei:
- salteña de carne de porco e a de carne de vaca: muito saborosas, suculentas, picantes e com massa fina e crocante (ambas tinham milho branco, grande e cozido), cebola, as carnes moídas e vários temperos). Servem com um molho de pimenta bem gostoso (a pimenta é liquidificada com tomate, um pouco de óleo e hortelã).
- um prato de carne de porco frita servida sobre os milhos brancos (parece canjica) e batatas roxas cozidos.
- uma carne (parecia empanada) com molho de cebola picante servida sobre batatas variadas cozidas, macarrão e tomate e cebola frescos.
- suco de pêssego seco (acho que é cozido e depois resfriado) servido com a fruta seca no fundo do copo.
- suco de amendoim (tem gosto de um suco de paçoca).
Fiquei com vontade de experimentar uma sopa de quinoa, mas o calor não permitiu.
Lógico que comprei um monte de produtos diferentes: suco de milho negro em pó, salgadinho de trigo, pimentas frescas e secas, farinha de quinoa (R$4,00 uma embalagem que custa R$10-11,00 no supermercado e empórios), torron de mandioca, casca de café (para fazer chá), pequenas broas de milho, pãezinhos integrais e fava torrada.









Postado por Nina Moori.

sábado, 8 de setembro de 2007

Feijoada


Outro post sobre almoço em São Paulo. Em pleno feriado, mas ainda com a cidade cheia (será que poucas pessoas viajaram ou gente de fora veio para cá?!), sol, descanso e, feijoada!
O clássico da cozinha brasileira. Pesquisando muito sobre este prato durante a faculdade, descobri que não é uma herança dos escravos e sim uma versão de pratos europeus. Mas nesse assunto entra outro dia (fará parte do TCC do Marcel na pós).
O bar Pirajá cobra R$38,00 por uma feijoada para duas pessoas famintas (mas comemos em três). Acompanha laranja, bisteca e farofa.
Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Flor intrusa

Surgiu no meio do vaso de uma orquídea.
Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Macarrão caipira


Esta é uma massa que aprendi com a minha mãe (que aprendeu com uma amiga). Ela chama de macarrão caipira porque fica com um molhinho seco.
Super simples e rápido: cozinhe 1/2 pacote de massa (longa) em água com sal grosso. Quando estiver quase al dente, refogue 1 cebola e 1/2 pimenta vermelha picada em óleo, junte 1 potinho de massa de tomate e sal. Mexa para secar um pouco (se necessário adicione mais óleo). Una orégano seco ou fresco e desligue. Junte a massa quente escorrida e misture com azeite aromatizado com óleo e um pouco de salsa picada. Sirva com queijo tipo parmesão ralado e um fiozinho de azeite de alho.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Pãozinho do Joana Francesa


Este pão tem gosto de primeiro emprego! A minha primeira oportunidade na área de gastronomia foi como ajudante de cozinha do extinto restaurante Joana Francesa. Comecei lavando banheiro, depois fui para a pia, para fritadeira, para as saladas, para os pães e finalmente para as sobremesas (minha área)!
Eu fazia alguns pães em casa, mas nem sempre davam certo. Foi lá que aprendi a fazer um pão simples corretamente. Esta é uma versão com um pouco de farinha de centeio. A receita original: dissolva 135g de açúcar refinado (usei o mascavo) em 720g de leite morno, junte 2 tabletes de fermento biológico. Misture 1000g de farinha de trigo (usei 1/3 de farinha de centeio) com 1tbsp de sal marinho. Faça uma cova no centro e junte a mistura com fermento, 4 ovos (usei caipira) e 240g de óleo (usei girassol).
Misture agregando cerca de 400g de farinha de trigo até dar o ponto (não deixe ficar muito firme, o resultado final fica melhor se estiver um pouco molinha). Sove. Cubra e deixe crescer até dobrar de volume. Modele em bolinhas, recheando com mortadela picada (eu acrescentei um pedacinho de azeitona). Deixe crescer em placa untada. Pode-se pincelar com ovo batido e polvilhar com queijo ralado ou gergelim. Asse à 220ºC por 10 minutos e abaixe para 180ºC e asse por cerca de 15-20 minutos.
Postado por Nina Moori.

Baklawa


Esta é a minha versão de um doce que adoro.
Faça a calda com 240g de água, 360g de açúcar e suco de 1 limão siciliano. Retire do fogo e junte 1tbsp de água de flor de laranjeira. Reserve. Misture 300g de nozes moídas com 40g de açúcar e noz moscada ralada. Derreta 60g de manteiga clarificada derretida e pincele uma fina camada em uma forma quadrada ou retangular (20cm). Coloque 1/4 de pacote de massa phyllo, pincelando cada folha com manteiga derretida. Coloque 1/3 das nozes. Siga este processo até terminar com massa phyllo. Cortem losangos (sem cortar até embaixo). Asse à 180ºC por cerca de 35-40 minutos ou dourar. Retire do forno e verta a calda com cuidado. Deixe esfriar completamente e termine de cortar. Gele.
Como eu tinha poucas nozes, usei damasco seco na camada do meio.

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Vini Vinci Parte 2


Viña Tondonia - estilo completamente diferente dos vinhos comercializados atualmente. São vinhos que passam por longo período de envelhecimento, em carvalho e em garrafa. Os mais impactantes são os brancos, com aromas muito intensos, principalmente de avelãs, com longuíssima persistência. Agora a principal questão: como pontuar estes vinhos(0 a 100)??? Impossível alcançar um senso comum. Por isto prefiro observar + a descrição do vinho que sua nota.


O.Fournier - produz vinhos em Ribera del Duero(Spiga) e na Argentina(ACrux), os dois à base da variedade Tempranillo. Percebe-se o mesmo DNA nos vinhos, possuem características semelhantes (aromas intensos, doces, com muita fruta, baunilha e um toque de azeitonas). Duas interpretações possíveis: os defensores do "terroir" defenderão que são vinhos corretos, porém sem personalidade, sem a assinatura do meio ambiente onde foram produzidos, um produto vulgar (entendam comum).
Os defensores da tecnologia defenderão que o exemplar argentino é impressionante, conseguiu reproduzir o estilo de um vinho de altíssima qualidade em uma região diferente da de origem, mostrando que a tempranillo pode alcançar resultados impressionantes no Novo Mundo também.`
Postado por Marcel Miwa.

domingo, 2 de setembro de 2007

Biscoitinho vitrado


Há muito tempo vi uma receita de biscoitinhos no "Cel's Home Page". Fiquei com a idéia na cabeça. Era um biscoito comum, se não fosse a "decoração" com balas. Procurei a bala soft (acho que seria a ideal) e descobri que saíram do mercado. Acabei usando umas balinhas de tutti fruti. O resultado ainda não é o melhor - próxima vez usarei outra bala e farei o biscoito maior.
A receita e modo de preparo estão no "Cel's Home Page" (ou click no título da postagem) - usei farinha de trigo branca no lugar da farine bise (uma farinha que contém mais fibras, é mais escura, com sabor mais acentuado e contém menos gluten que a branca).

Postado por Nina Moori.

sábado, 1 de setembro de 2007

Abacate

Para participar do "Colher de tacho" fiz duas receitinhas fáceis de preparar: "smoothie de abacate e frozen yogurt" e "crème brûlée de abacate".

Smoothie:
Amasse 220g de abacate com 150mg de vitamina C (moa até virar pó), coe e congele. Caso tenha um mixer de milk shake use, caso contrário (como eu) liquidifique o abacate, adicionando 160g de frozen yogurt, aos pouco, batendo até ficar aerado. Sirva na hora em copo com canudo.

Crème brûlée:
Ferva 187ml de creme de leite fresco e verta sobre 4 gemas batidas com 63g de açúcar. Volte ao fogo até ponto napê (engrossa bem de leve). Esfrie. Una 187g de abacate amassado 100mg de vitamina C e peneirado. Para não perder a cor linda do abacate, eu usei uma gota de corante alimentício verde. Coloque em 4 potinhos e asse no banho-Maria à 140ºC por 40 minutos. Esfrie e gele. Polvilhe açúcar e queime com maçarico.

Postado por Nina Moori.