Risotto de carreteiro
Durante alguns anos, nas minhas férias da faculdade, eu viajava para o Rio Grande do Sul. Ficava hospedada na casa da mãe ou do pai (tio C.) de uma grande amiga. Nos dias de Carnaval, sempre tinha uma canja esperando por nós... às segundas feiras, arroz de carreteiro (já que domingo era dia de churrasco). E negrinho, branquinho ou mumu com nata de sobremesa.
O carreteiro do pai da minha amiga é feito com carnes do churrasco. Não me lembro com perfeição do modo de preparo (mas não tinha medidas exatas).
Domingo foi dia de churrasco aqui e ontem à noite (segunda), o jantar foi um risotto de carreteiro.
Refoguei cebola, cebolinha e pimenta vermelha em óleo e dourei açúcar num cantinho da panela (é assim que o tio C. faz), uno as carnes de churrasco picadas (picanha e linguiça), depois o arroz arbóreo, declaceei com cognac e vinho branco (ele usa cerveja também, mas eu não tinha em casa), depois só uni fundo de legumes caseiro (nada de caldo pronto - repleto de sódio e outras porcarias) fervente, aos poucos, até cozinhar o arroz (mesmo feito com arroz comum, o tio C. usa esta técnica). No fim, acertei o sal, polvilhe queijo (acho que ele usa o mussarela) e salsa. Tampei a panela para derreter o queijo e pronto!
O arroz de carreteiro dele não era seco, era molhadinho (sem ser papa). Colocávamos colheradas no prato, e começávamos pelas beiradas...

Postado por Nina Moori.