O Sujinho não é mais o mesmo

Quando era criança, meus pais me levavam para comer no Centro de São Paulo. Sempre nas casas tradicionais. O Sujinho, também conhecido como Bisteca de Ouro, era um deles.
O local era super simples, com aqueles azulejos e piso velhos. Mas carregava a aura de ser uma casa que servia boa carne, com preço bacana.
Adorava quando a Bisteca bovina chegava à mesa, com aquele osso imenso. Me sentia na terra dos Flintstones (filé de brontossauro).
Há cerca de dois anos e meio que não visitava o Sujinho.
O Couvert ainda é composto por fatias de pão francês, manteiga, cebola em vinagre (quase uma cebolete) e saladinha de repolho (agora cortado em tirinhas mais finas).
Pedimos a tradicional Bisteca bovina, uma Alcatra e uma Farofa. Só. Pouca coisa para errar.
A Alcatra veio bem passada. Foi pedida ao ponto (gosto da mal passada, mas minha mãe prefere assim). Textura estranha, parecia ter passado por algum tipo de agente amaciante, quase esfarelava na boca.
A Bisteca chegou à mesa e pensei: "eu cresci ou o tamanho dela diminuiu?". Bom, em dois anos e meio acho meio difícil ter crescido. O sabor também não era mais o mesmo. E o ponto de cocção novamente não foi respeitado.
A Farofa? Tudo bem, não vamos exigir que fosse perfeita. Afinal, parece que não estamos dando sorte com as guarnições ...

Saudosismo.

Postado por Nina Moori.

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