Maturando queijos III


O afinamento deste queijo meia-cura teve início no mesmo dia que este outro. O anterior foi aberto com três meses de maturação, para este, arriscamos aguardar mais um mês de afinamento (já que estava mais firme que o primeiro). O produtor e local de afinamento foram diferentes para os dois queijos, e talvez por isto, os tipos de mofos que envolveram os queijos foram distintos.

Desda vez, o queijo continuou com a massa semi dura, concentrou o sabor salgado e os aromas do mofo estavam intensos, mas bem integrados ao conjunto mais potente deste queijo.


Uma das boas descobertas que o acaso nos proporcionou foi o resultado da boa combinação entre este queijo com o alho negro. A doçura e leve acidez do alho contrastou com o salgado do queijo e os aromas se complementaram.


Para acompanhar estes exóticos ingredientes, tentamos um vinho igualmente exótico (e ótimo): Ribolla 2000 Gravner - com uma inacreditável coloração quase alaranjada este vinho que é elaborado seguindo os preceitos biodinâmicos apresentou complexidade aromática única, boa acidez e surpreendente tanino. Para quem se interessar por mais informações deste produtor leia no Peripécias.


Seguimos o jantar com o vinho Clos du Tue-Boeuf La Caillère 2005 - já postamos anteriormente sobre a safra 2004 e Gazpacho confeccionado com tomates e pimentão orgânicos (talvez o melhor que já provamos na vida).

Faixa de preço: $$$$ (La Caillère) e $$$$$ (Gravner)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

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